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Cultivo das Orquídeas
Algumas espécies podem assumir vários hábitos, como
o Epidendrum ellipticum Grah. (foto), que ocorre de forma terrestre, rupícola
ou epífita, dependendo do hábitat. Conforme informações
daquela página, sabemos também que muitas espécies
usam árvores ou arbustos como suportes, mas nenhuma delas é
parasita.
Baseados nos hábitos e hábitats
naturais das orquídeas é que devemos orientar o nosso cultivo,
procurando reproduzir o ambiente onde elas vivem. É claro que não
existe a menor possibilidade de termos em cultivo as mesmas condições
de luz, ambiente, clima, densidade pluviométrica, etc. que as plantas
encontram na natureza, e tentamos então "imitar", da melhor forma
possível, essas condições.
Outra coisa muito importante é
não querermos cultivar tudo que vemos na nossa frente, uma vez que
a maioria das plantas não se adapta a condições muito
adversas daquelas que ela tem na natureza. Assim, apenas como exemplo,
podemos afirmar que uma planta natural da Cordilheira dos Andes a mais
de 3.000 metros de altitude, dificilmente sobrevive em climas tropicais
e vice-versa. De uma maneira geral, devemos escolher um grupo de plantas
que sejam assemelhadas quanto às necessidades de temperatura e umidade,
para não nos frustrarmos posteriormente com a perda da planta ou
seu definhamento.
No Brasil o cultivo das orquídeas
é muito facilitado graças às condições
climáticas favoráveis à maior parte das espécies
e híbridos, excetuando-se aquelas mais carentes de temperaturas
muito baixas e constantes.
Obs.: Para quem deseja colecionar, cultivar ou estudar orquídeas, sugerimos comparecer às nossas reuniões, onde poderá receber informações importantes para o seu caso específico.
De uma maneira geral aconselhamos
iniciar com plantas menos exigentes quanto ao cultivo, como por exemplo
algumas Cattleyas, as quais além de tudo são bastante ornamentais.
Nunca use terra para plantar uma orquídea, exceto é claro
para as terrestres. Entre nós o xaxim desfibrado é amplamente
utilizado no plantio, com bons resultados. Há ainda outros substratos
como a fibra de coco prensada (coxim), o musgo esfagno, etc. Para acondicionamento
pode-se usar vaso plástico ou de barro, sempre de tamanho compatível
com a planta, levando-se em conta crescimento da mesma para dois anos,
que é o tempo médio de vida útil do substrato, o qual
deve ser substituído após esse período. Para uma boa
drenagem 1/3 do vaso deve ser preenchido com caco cerâmico, pois
as plantas não devem ficar nunca encharcadas de água, o que
poderia provocar apodrecimento das raízes. Uma leve umidade
será o ideal para as plantas, que só devem ser regadas quando
o substrato já estiver completamente seco.
As orquídeas devem ser adubadas
periodicamente a cada 20-30 dias e sempre em doses homeopáticas.
Recomendamos para crescimento geral adubos com formulação
NPK 18-18-18 ou 20 -20-20, e para floração 10-30-20. Após
adubar deve-se deixar de regar as plantas por 48 horas. Adubos orgânicos
como farinha de ossos, torta de mamona, esterco de aves curtido, também
podem ser utilizados, aplicando-se espalhados sobre o substrato em pequenas
doses, cuidando-se para não os colocar sobre partes das plantas.
Quando introduzir una nova planta na coleção procurar limpá-la
bem, eliminando as partes estragadas. Verificar se no vaso não existem
lesmas, caramujos e outras pragas, e após isso aplicar fungicida
e inseticida apropriado por precaução. A meia luz é
a iluminação adequada para a maior parte das orquídeas.
A sombra das árvores à um dos melhores e mais simples ambientes
para elas.
Uma das formas usadas para cultivo
é construindo-se um ripado ou telado que corte a luz solar em mais
ou menos 50%, bastando que se situe em local não sujeito a geadas
ou ventos encanador excessivos. Ter-se-á construído
assim um micro-ambiente de condições ideais para o cultivo
dessas plantas.
Obs.: