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O CPO e as Bromélias
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Há vários anos o Círculo
Paulista de Orquidófilos vinha tentando evitar o uso sistemático
de
prateleirascomo
suporte para as plantas exibidas nas exposições oficiais
e principalmente em mostras menores, realizadas normalmente em
clubes e "shopping
centers", ambientes estes que por si só exigem uma apresentação
mais elaborada das plantas. A solução adotada nestes casos,
é geralmente a montagem de jardins onde as plantas ficam dispostas
em conjunto com samambaias e avencas. Para complementar a decoração,
alguns orquidófilos mais infiéis passaram a introduzir nestas
ornamentações algumas bromélias floridas ou apenas
com suas belas folhagens coloridas. O efeito visual, é claro, sempre
agradou a todos os admiradores das orquídeas, pessoas normalmente
dotadas de uma percepção mais apurada em relação
ao belo. Começava aí a se desenvolver uma pequena semente...
Em abril de 1995, época em que o CPO
realizaria sua 77a Exposição de orquídeas
nas dependências do Jardim Botânico de São Paulo surgiu
a necessidade de se incluir algum novo elemento que ajudasse a abrilhantar
ainda mais a exposição.
As condições climáticas
não estavam muito favoráveis, e surgia o temor de que o número
de plantas floridas não fosse suficiente para preencher de forma
satisfatória as duas estufas utilizadas para a exposição.
Por coincidência, nesta mesma época,
o mercado de plantas em São Paulo vinha sendo agitado pela entrada
em circulação de grandes quantidades de belas bromélias
floridas, provenientes de importações ou oriundas de produtores
nacionais que começavam a exibir seu potencial. Mas, o mais importante,
é que eram todas elas plantas produzidas em viveiros e laboratórios,
não mais plantas extraídas da natureza como ocorria até
então com a grande maioria das bromélias que apareciam em
nosso mercado.
A somatória destes fatos, fez com que
a 77a Exposição Nacional de Orquídeas
do CPO viesse acompanhada da 1a Mostra de Bromélias
do Círculo Paulista de Orquidófilos.
O evento de tímidas pretensões
reuniu pouco mais de 80 bromélias, floridas ou não, provenientes
de 3 ou 4 colecionadores de orquídeas que mantinham também
algumas bromélias misturadas às suas plantas, “apenas para
aumentar a umidade do ar no interior das estufas”.
Se as pretensões eram tímidas,
o
interesse do público
não foi. Muitos queriam adquirir as plantas ali expostas e perguntavam
se as mostras de bromélias passariam a acontecer paralelamente a
todas as exposições de orquídeas. Ao mesmo tempo,
diversos expositores convidados, perguntavam se nas próximas mostras
poderiam também expor suas bromélias e se os expositores
ali presentes teriam interesse em trocar ou enviar suas plantas para enriquecer
outras exposições de orquídeas.
E assim a tímida Primeira Mostra ganhou
corpo, e passou a ser uma companheira inseparável de todas as exposições
realizadas pelo CPO.
O crescimento do interesse pelas bromélias dentro do Círculo Paulista de Orquidófilos fez com que surgisse a necessidade da criação de um Núcleo de Bromélias dentro da sociedade orquidófila.
Isto aconteceu logo em seguida e estabeleceu-se
que este núcleo teria por finalidades:
1) Assumir a coordenação das mostras
de bromélias realizadas pelo CPO;
2) Incentivar o cultivo e a reprodução
dessas plantas pelos sócios;
2) Assumir perante elas a mesma postura de preservação
e pesquisa adotada em relação às orquídeas;
4) Divulgar junto ao público em geral,
por meio de folhetos, palestras ou cursos, informações sobre
assuntos relacionados ao cultivo e preservação das bromélias
e
5) Procurar trocar informações
e experiências com outras sociedades correlatas, como por exemplo
a SBBr (Sociedade Brasileira de Bromélias).
Caso você deseje visitar a página
da SBBr, use o atalho abaixo:
www.bromelia.org.br